OS IMPACTOS DO “EFEITO LAVA JATO” NA ECONOMIA

Que a Operação Lava Jato é a maior investigação de combate à corrupção da história do Brasil, não há dúvidas. Mas, no que se refere às suas consequências para a economia brasileira, ela traz opiniões bastante divergentes.

Desde que a operação foi deflagrada, em 2014, obras foram paralisadas, ocorreu um alto índice de demissões e houve reduções e cortes em investimentos. Há quem diga que a revelação dos escândalos de corrupção envolvendo grandes empresas e políticos bastante conhecidos fez com que o índice de confiança na economia brasileira caísse consideravelmente entre os investidores brasileiros e estrangeiros, e que a operação é uma das principais responsáveis pelo agravamento da recessão que se instalava no Brasil. Segundo Miriam Leitão, “a Lava Jato impacta sim, mas essas crises foram construídas antes, por decisões governamentais erradas”. Por outro lado, a corrupção está sendo descoberta, o que dá a ideia de “limpeza” no mercado brasileiro e fez muitas construtoras que não estão envolvidas no escândalo comemorarem seu crescimento no cenário nacional e a segurança de ter um mercado mais transparente. Os escândalos também podem favorecer reformas econômicas no país.

Grandes empresas com boa participação na economia nacional, como Petrobrás e Odebrecht, foram comprometidas por estarem sendo investigadas na Lava Jato e reduziram seus investimentos a longo prazo, além de terem perdido a confiança de investidores, o que impacta diretamente no PIB e o faz cair ainda mais.

“O Brasil se vende lá fora, mas nós precisamos de financiamento. Em função da Lava Jato, os financiamentos estão paralisados, então as empresas estão asfixiadas e não têm como operar no mercado internacional”, disse José Augusto de Castro, Presidente da Associação do Comércio Exterior do Brasil. Apesar de parecer um comentário pessimista, José Augusto fez esta declaração acreditando na retomada dos negócios do Brasil no mercado internacional. Um dos diretores do Fundo Monetário Internacional (FMI), Alejandro Werner, está confiante que a operação não trará grandes impactos à economia este ano, assim como ocorreu nos anos anteriores.

Embora traga opiniões diferentes, ao ouvirmos falar que “para se tornar uma empresa (e podemos falar também em pessoas) bem sucedida no Brasil precisa se envolver com corrupção”, nos dá cada vez mais certeza que o combate à corrupção também pode significar uma economia mais concorrente, justa, honesta e interessante para o mercado estrangeiro, que passa a ter mais confiança em investir no Brasil.

Texto: Josué Azevedo

 

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