A ECONOMIA COMEÇA A “NADAR CONTRA A CORRENTE” DA CRISE POLITICA

*Josué Silva

 

Frente às inúmeras incertezas no campo político causados pelas recentes delações da JBS, a prisão do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures e a retomada do julgamento da chapa Dilma-Temer, a economia brasileira vem sendo acompanhada com bastante atenção e análises, principalmente em relação as possíveis consequências que o agravamento dessa crise política podem trazer para ela.

Curiosamente, logo após os escândalos revelados pela JBS (que envolvem, dentre outros, o presidente Michel Temer) houve um aumento na entrada de dólares no Brasil, uma parte por transações financeiras e outra pelo comércio exterior, ao todo US$ 3,5 bilhões entraram no país. A prisão de Rocha Loures recentemente também não gerou grandes mudanças no cenário econômico e em suas perspectivas, e assim também quando tratamos do julgamento da chapa Dilma-Temer, retomada pelo TSE, pois já se trabalha até mesmo com a hipótese de cassação do mandato do presidente. Caso aconteça a cassação, já estão previstos impactos na economia, mas o Banco Central e outros especialistas afirmam que não serão tão danosos quanto se imagina, pois há grandes indícios que a equipe econômica se mantenha mesmo que o presidente caia, causando prejuízos mínimos e mantendo as previsões econômicas.

Mesmo com todo esse cenário político, o Brasil começa a dar sinais de deixar a recessão para trás, principalmente após a divulgação do crescimento de 1% do PIB no primeiro trimestre deste ano, ainda com muita cautela e incertezas (já que esse crescimento referente ao PIB aconteceu antes de todos esses escândalos serem divulgados). Com esse crescimento as previsões para o final deste ano melhoraram, já se almeja o PIB batendo em 0,5% (a previsão anterior era de 0,49%) e inflação em 3,90% (a previsão anterior era de 3,95%). A balança comercial também tem previsão de superávit para este ano e para 2018.

As perspectivas de que as reformas, como a reforma trabalhista, consigam passar pelo Congresso, ainda que com alterações, aumentam as esperanças de que essas previsões sejam alcançadas ao final do ano. Enquanto isso, as palavras “confiança” e “incertezas” disputam espaço no cenário econômico, e a retomada do crescimento ainda pode ser ameaçada por possíveis novas revelações de corrupção.

*Estudante de Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Maranhão – UFMA

 

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